O Brasil já virou um narcoestado?
Se você espera a resposta para o título dessa história… Na verdade, a questão aqui não é se o Brasil caminha para se tornar um narcoestado. É perceber que ele já vive parte dessa lógica: um Estado onde o crime, em diversas regiões, já coleta, administra e investe melhor do que quem deveria controlá-las.
Reveja e entenda! | ||||||||||||||
Na madrugada do dia 28 de outubro, 2,5 mil policiais civis e militares entraram no Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na mais letal operação da história do estado. | ||||||||||||||
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A cena é retrato mais recente de um país onde o crime organizado deixou os presídios e passou a disputar o controle do território, da economia e até das finanças. | ||||||||||||||
Hoje, há presença de facções em todos os estados brasileiros. Duas se destacam em maioria. O Primeiro Comando da Capital, o PCC, e o Comando Vermelho, o CV, com maior atuação em SP e RJ, respectivamente. | ||||||||||||||
Essas organizações já movimentam milhões em lavagem de dinheiro, contrabando, fraudes em combustíveis e até fintechs de fachada. | ||||||||||||||
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Para começar, precisamos entender por onde elas nascem. | ||||||||||||||
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O tamanho do poder | ||||||||||||||
Imagine o volume de dinheiro que circula por essas redes. As facções hoje vivem além do tráfico: possuem imóveis, postos de gasolina, transportadoras, empresas de fachadas e até fundo de investimentos. | ||||||||||||||
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Cada comunidade ou estrada dominada garante receita constante por meio de extorsão e cobrança de taxas. Em muitas regiões, o poder público é presença só no papel. | ||||||||||||||
Esse arranjo explica parte da força que elas têm. Quando o crime ocupa funções básicas — garantir renda, impor regras, resolver conflitos —, ele deixa de ser apenas ilegal e passa a ser funcional. | ||||||||||||||
Para o morador da comunidade X, pouco importa se a ordem vem de um comandante ou de um governo: o que vale é saber quem realmente manda ali. | ||||||||||||||
É nesse ponto que o Estado brasileiro mais falha — não por falta de armas, mas por ausência de presença. | ||||||||||||||
O PCC e o CV entenderam que o poder não está só na violência, mas na previsibilidade. Um fornece “proteção” e crédito nas comunidades; o outro administra o fluxo financeiro e mantém disciplina dentro e fora das prisões. | ||||||||||||||
São modelos complementares que, juntos, constroem uma forma de governança paralela. | ||||||||||||||
O Estado, dividido entre esferas e interesses, tenta conter um problema que já é estrutural. O resultado é um país com dois regimes em operação: | ||||||||||||||
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As facções já entenderam como navegar entre os dois. Controlam rotas, portos, empresas e pessoas — e, indo além, aprenderam a se misturar à economia legal. | ||||||||||||||
Reprodução: Blog InBR |


